MÃE E PAI DA DUDA
sábado, 1 de junho de 2013
Diante da dor que corrompe meu coração, digo que o mundo está doente, nega a vida, mata sonhos! Um mundo onde tudo nos é negado, até o nosso direito de liberdade nos é negado, doentes não sabem respeitar a igualdade de oportunidade de nos deixar viver a nossa humanidade. Pisaram no meu coração, e estão saboreando a vitória, será que algum dia vamos ter paz?
As minhas lágrimas não foram suficientes para fazer brotar em corações amargos a humildade que ali jaz, e assim levaram de mim o meu bichinho de estimação o PENDRIVE, nosso DRAIVINHO, um cachorrinho muito amigo, o mais amigo de todos que ja convivi. Esse mundo era pequeno pra ele, diante do coração enorme que ele tinha, dividia sua caminha e ração com os gatos de rua que sempre apareciam. Meu Draivinho, você me ensinou uma linda lição de vida, e pra sempre vai está em meu coração, SAUDADES ETERNAS, ESTOU DE LUTO! perdoa meu amadinho, esse mundo está doente!
As minhas lágrimas não foram suficientes para fazer brotar em corações amargos a humildade que ali jaz, e assim levaram de mim o meu bichinho de estimação o PENDRIVE, nosso DRAIVINHO, um cachorrinho muito amigo, o mais amigo de todos que ja convivi. Esse mundo era pequeno pra ele, diante do coração enorme que ele tinha, dividia sua caminha e ração com os gatos de rua que sempre apareciam. Meu Draivinho, você me ensinou uma linda lição de vida, e pra sempre vai está em meu coração, SAUDADES ETERNAS, ESTOU DE LUTO! perdoa meu amadinho, esse mundo está doente!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Casa Arrumada - Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Último dia do mês
Isso mesmo o último dia do melhor mês do ano, mês de niver, de recomeço, de sonhos, de esperança ... a vida continua ... obrigado Senhor por tudo!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
o vidro
O vidro que corta nossas mãos
É o mesmo que nos reflete no espelho,
A diferença está no modo como o seguramos.
Cuidadoso, ele nos retribui com seu brilho
Refletindo não só o corpo,
Mas também um pedaço de nossa alma.
Descuidado, rapidamente tira-nos o sangue.
Fluido vital que rega a vida
E sem o qual tudo se torna frio e escuro.
O vidro pode conter tudo e todos,
Comprimidos dentro de seu bojo
Velados por alguma tampa ou rolha.
Transparente, irmã do sol e da lua
Oferecendo a água que mata a sede
E a todos leva a vida.
Opaca, filha da maldade e da inveja
Que traz somente em si o veneno
Da promessa de um mundo vil.
O vidro que corta nossas mãos
É o mesmo que nos reflete no espelho,
A diferença está no modo como o seguramos.
Cuidadoso, ele nos retribui com seu brilho
Refletindo não só o corpo,
Mas também um pedaço de nossa alma.
Descuidado, rapidamente tira-nos o sangue.
Fluido vital que rega a vida
E sem o qual tudo se torna frio e escuro.
O vidro pode conter tudo e todos,
Comprimidos dentro de seu bojo
Velados por alguma tampa ou rolha.
Transparente, irmã do sol e da lua
Oferecendo a água que mata a sede
E a todos leva a vida.
Opaca, filha da maldade e da inveja
Que traz somente em si o veneno
Da promessa de um mundo vil.
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